Pelo Mundo

Blog dos correspondentes da Folha

 

Europa

Ferran Adrià, Julia Child e a internet

ROSES (ESPANHA)

O cozinheiro mais famoso do mundo pretende colocar suas ideias na internet. O plano do catalão Ferran Adrià é divulgar diariamente as comidas inventadas no centro de criatividade que vai substituir o restaurante El Bulli.

 

Não faz mal que as pessoas não possam saborear os pratos, diz ele. “O que estamos transmitindo é conhecimento, não sensações.”

 

Seu objetivo é levar suas criações a mais gente do que as 50 pessoas que entram no restaurante cada noite.

 

Mas Adrià deixa claro que não considera seu trabalho de promoção da cozinha espanhola em nada parecido ao de Julia Child (1912-2004), a mulher que se tornou famosa por “apresentar” a culinária francesa aos EUA, em livros e na TV.

 

Para ele, a rede é sim o motor do projeto, mas mais importante ainda é o que for inventado dentro da cozinha. “Internet é apenas o poder de divulgação. Que te mostram algo de Julia Child, é a mesma coisa.”

 

O vídeo abaixo traz trechos da entrevista com Adrià e imagens da cozinha do El Bulli, na Costa Brava espanhola.

Escrito por Roberto Dias às 07h36

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Franco vive

                                                                                                          Efe

Chegada do corpo de Franco ao Valle de los Caídos, em 1975

MADRI

“Viva a morte!”, exclamavam os franquistas. Três décadas após a queda da ditadura espanhola, a exaltação virou, por ironia, uma mostra de força daquele governo.

A Espanha já desfez várias homenagens que o generalíssimo Franco tinha se outorgado enquanto comandou o país, de 1939 a 1975. Praças, ruas, pequenos símbolos, muita coisa mudou de nome ou foi simplesmente retirada do espaço público.

Difícil está, porém, dar novo rumo à mais monumental das homenagens: o Valle de los Caídos, um lugar próximo a Madri onde estão enterrados mortos na Guerra Civil Espanhola e também o próprio Franco.

Nenhum governo democrático espanhol teve força para tirar de lá os corpos de quem morreu combatendo Franco, os chamados republicanos.

Muito menos transformar o lugar em um memorial, como ocorreram com alguns dos campos de concentração nazistas.

Além do front político, há um emaranhado de questões legais e de preservação do patrimônio histórico a serem resolvidas antes de mexer na área. O Senado espanhol acaba de dar mais seis meses para o governo de Zapatero apresentar uma proposta.

Escrito por Roberto Dias às 21h44

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Um rastro de protestos

                                                                                        France Presse

Manifestação contra o papa no sábado passado, em Londres

MADRI

Depois da Inglaterra, é a vez da Espanha. Os próximos destinos do papa Bento 16 são Santiago de Compostela e Barcelona, em novembro.

Viagem que promete atrito, a exemplo da visita da semana passada.

Uma ONG começou a reunir casos de denúncias contra o clero para engrossar os protestos por mais transparência da igreja. Grupos na internet organizam cartas de rechaço ao papa.

Vai ganhando espaço no debate público espanhol o custo da visita. Num país onde um quinto da força de trabalho está desempregada, esse é um ponto bastante vulnerável para a imagem católica.

Cerca de 3 milhões de euros (6,6 milhões de reais) vão sair dos cofres do governo da Galícia, o que significa 6.000 euros por minuto papal em Santiago. Na região da Catalunha, o gasto não deve ser inferior a 1 milhão de euros.

Mas quem mora nos arredores da Sagrada Família pode não estar tão insatisfeito assim: o mercado de aluguel de sacadas para ver Bento 16 já começou a funcionar. Os preços? A partir de 300 euros.

Escrito por Roberto Dias às 19h25

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Direita, volver

                                                                             Reuters

Protesto em Estocolmo contra a extrema-direita

MADRI

A chegada da extrema-direita ao Parlamento da Suécia desatou um rio de debates sobre o balanço do pêndulo ideológico na Europa.

No domingo, o Partido Democratas Suecos conseguiu pela primeira vez lugar no Legislativo. Seus votos tiraram a maioria do governo atual, de centro-direita, que se recusa a fazer coligação com o novo integrante da casa, acusado de racismo.

Em editorial publicado hoje, o jornal britânico “The Independent” sentencia: “Os partidos contrários à imigração são agora parte do cenário europeu, e os políticos de partidos tradicionais precisam ter em conta esse desafio democrático. Negar essa realidade seria um erro terrível”.

Um levantamento da agência France Presse indica que a extrema-direita entrou em nove parlamentos da região.

Já o diário espanhol “El País” faz a seguinte conta: há dez anos, 11 dos 15 governos da Europa estavam à esquerda do espectro político. De lá pra cá, a Europa se expandiu a 27 países, e a esquerda ficou confinada a apenas 6 deles. E entre esses seis ainda há casos de líderes esquerdistas agora bastante impopulares por conta da crise econômica (casos da Espanha e de Portugal).

Nesse aspecto, porém, vale lembrar que a crise é para todos: dois dos mais importantes governo de direita na Europa, o francês Sarkozy e o italiano Berlusconi, também patinam na baixa aprovação popular.

Escrito por Roberto Dias às 11h03

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A “geração Ni-Ni”

                                                                                                      Efe

Jovens protestam em ato convocado pela oposição espanhola

MADRI

Antes eram os “mileuristas”, os jovens que ganhavam em torno de mil euros mensais, um salário que na Europa não permite grandes aventuras. São obrigados a continuar com os pais por anos e anos ou a dividir apartamento com amigos. Não conseguem poupar, o que torna impossível comprar casa própria algum dia.

O termo “mileurista”, que provavelmente surgiu na Espanha, se tornou sinônimo de uma geração que, apesar de ter estudado, não conseguia trabalho bem remunerado por causa do baixo crescimento europeu.

A crise que completou dois anos nesta semana só piorou as coisas.

Nos últimos dias, ganharam destaque na Espanha dados sobre a “Geração Ni-Ni”: os que “ni estudian, ni trabajan”.

Sob esse rótulo calcula-se que estejam 700 mil jovens, cerca de 14% dos espanhóis entre 16 e 25 anos. O desemprego entre as pessoas dessa faixa etária é de 40%, o dobro da média europeia.

Um estudo alerta que essas pessoas correm o risco de não conseguirem recuperar depois o tempo perdido e entrar bem no mercado de trabalho, mesmo que a economia reaja. Não por acaso, eles já começam a ser conhecidos como “geração perdida”.

Não por acaso, também, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, saiu-se nesta semana com uma polêmica declaração para incentivar quem está desempregado: “Uma pessoa, quando está estudando, está trabalhando para seu país”.

Escrito por Roberto Dias às 16h10

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Greve familiar

MADRI

A Espanha se prepara para uma grande greve geral no dia 29 próximo. Será a primeira paralisação em seis anos do governo Zapatero, que antes tinha amplo respaldo dos sindicatos.

O motivo do protesto? A reforma trabalhista encaminhada pelo presidente da Espanha, país que tem uma das taxas de desemprego mais altas do mundo desenvolvido (uma de cada cinco pessoas não tem ocupação).

A proposta torna mais baratas as demissões e aumenta o controle sobre as pessoas que recebem o seguro-desemprego.

Como a demarcar o nível de irritação com o governo, um sindicalista (Manuel Pastrana, da UGT) defendeu hoje que o próximo 29 de setembro deve ser um dia “sem consumo”, sem transporte e sem serviços públicos.

E, ao pedir também a participação dos aposentados, completou: “Um dia em que os avôs participem da greve, sem cuidar de seus netos, porque eles são uma parte fundamental para o funcionamento do país”.

Escrito por Roberto Dias às 19h00

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O Poum de George Orwell

BARCELONA

 

Morreu Wilebaldo Solano, o último líder do Poum, o Partido Obrero de Unificação Marxista.

 

Foi pelo Poum que lutou o escritor George Orwell em sua temporada catalã, durante a Guerra Civil Espanhola.

 

Fundado em 1935, um ano antes do início do conflito, o partido estava baseado na Catalunha e tinha inclinação trotskista, o que o levaria a ser reprimido pelo stalinismo.

 

A visão do partido era que não bastava lutar contra o general Franco; a guerra pela implantação do comunismo deveria ser simultânea.

 

A vitória do franquismo fez com que seus dirigentes fossem perseguidos. Ferido na guerra, Orwell saiu fugido da Espanha. Na década seguinte, escreveria “1984”, livro fortemente influenciado por sua experiência na Catalunha.

Escrito por Roberto Dias às 16h16

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“Eu não falo”

                                                              Fotos Roberto Dias/Folhapress

Detalhe dos pés de Guardiola no jogo-treino do Brasil

BARCELONA

A reverência com que Pep Guardiola é tratado na Catalunha chega a assustar: falar dele para um catalão é quase como falar de Deus para um católico.

Ontem, o técnico do Barcelona levou sua aura ao jogo-treino da seleção contra o time B do clube. Encostado em um carro, viu grande parte da partida, vencida pelos brasileiros por 3 a 0.

Guardiola é famoso por falar pouco. Tem como regra não conceder entrevistas exclusivas limita-se às coletivas antes e depois das partidas e a momentos bastante específicos.

A ponto de que fez sucesso na Catalunha um livro chamado “Paraula de Pep” (“Palavra de Pep”), reunido os melhores momentos de suas entrevistas coletivas.

No jogo da seleção, Guardiola procurou ser simpático, à sua silenciosa maneira. Apareceu com um tênis verde-amarelo. Quando a Folha pediu uma entrevista, esboçou um leve sorriso e respondeu em português: “Eu não falo”.


Guardiola acompanha o jogo-treino entre o Brasil e o Barça B

Escrito por Roberto Dias às 09h32

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Gente normal

BARCELONA

Para promover a temporada que começa agora, o canal de televisão do Barcelona produziu um vídeo com ótimas imagens do grande ativo do clube: suas divisões de base.

Muitas das cenas ajudam a entender o que é o Barcelona B, adversário da seleção brasileira no jogo-treino desta terça-feira.

A ideia do vídeo é mostrar o time do Barcelona como um grupo de “gente normal”. Gente que o torcedor do Barcelona se acostumou a ver desde pequeno circulando pelo centro de treinamento que tem sido usado pela seleção de Mano Menezes.

Dá para ver Messi em diferentes idades, e como gente normal em casa e em campo, ganhando e perdendo. Dá pra ver Xavi ainda bem menino, carregando a braçadeira de capitão. E dá pra ver gente do Barcelona B de hoje, como o brasileiro Thiago Alcântara, filho de Mazinho, num dos dias em que foi promovido ao time principal do Barcelona (Thiago, aliás, não estará no jogo-treino de hoje porque está na Polônia com a seleção espanhola sub-21).

O vídeo começa com uma declaração de Guardiola sobre Iniesta, apontado como o grande exemplo para os jogadores das divisões de base:

 

Escrito por Roberto Dias às 19h38

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A seleção no meio da festa

                                                                                          Divulgação

Visão do local da festa no domingo a partir do hotel da seleção


BARCELONA

Assim como Nova York e outras cidades, Barcelona também tem sua festa de rua para comemorar a Independência brasileira.

Chama-se Dia de Brasil e acontecerá no domingo, com cinco shows: Cila do Coco, Grooveria, Saravacalé, Forró Afiado e Grupo Candeeiro.

Neste ano, o evento será na praia. Por coincidência, bem diante do hotel Arts, onde está hospedada a seleção brasileira.

A festa deve reunir alguns milhares de brasileiros pertinho da equipe.

Os organizadores, que nem sabiam da presença da seleção, agendaram shows das 14h30 às 22h (no Brasil, 9h30 às 17h). E o técnico Mano Menezes agendou um treinamento às 17h, no CT do Barcelona, bem longe dali.

Escrito por Roberto Dias às 09h25

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Ronaldinho em Barcelona


Reprodução de página do jornal "El Periódico de Catalunya"


BARCELONA

A seleção brasileira se reúne hoje em Barcelona, onde faz a partir de amanhã uma sessão de cinco dias de treinamento.

O time ficará em um dos principais hotéis da cidade, na praia da Barceloneta, ao lado de um restaurante que recebeu anteontem um velho conhecido da seleção: Ronaldinho Gaúcho.

O jogador do Milan aproveitou alguns dias de folga para relaxar nas praias da Catalunha. Divertiu-se com amigos em Castelldefels, cidade em que morava nos tempos do Barça.

Segundo relato da imprensa catalã, jogou futevôlei, dançou Waka Waka e tirou foto com um grupo de “manteros”, como são conhecidos na região os vendedores ambulantes de roupas.

Escrito por Roberto Dias às 07h09

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O trem e a Sagrada Família

                                                                                                            Efe

Protesto na igreja contra o AVE, o trem de alta velocidade espanhol

BARCELONA

Se no Brasil o obstáculo às obras de infraestrutura é a perereca, como costuma dizer o presidente Lula, na Catalunha ele é bem maior.

O túnel por onde passará a nova linha do trem de alta velocidade espanhol chegou nesta semana a 200 metros da Sagrada Família.

A igreja diz que a obra ameaça um dos mais importantes símbolos da Europa e quer desviar a rota do trem, mas a Justiça já rejeitou cinco vezes o pedido.

Pressionado, o governo espanhol criou um comitê de 21 especialistas para avaliar o impacto no templo. Eles também deram sinal verde às obras, levadas adiante com sensores espalhados pelas torres da igreja.

Projetada por Antoni Gaudí (1852-1926), a Sagrada Família recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. Em novembro, terá um visitante ilustre: o papa Bento 16. Ele vai consagrar o templo como “basílica”, por sua importância histórica e artística.

Não se sabe ainda se durante a visita papal ainda estará por ali Barcino, como foi batizado o equipamento gigante que cava o túnel, numa homenagem ao nome romano de Barcelona.

Escrito por Roberto Dias às 08h26

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Espanha e Marrocos

                                                                                                                Elvira Urquijo/Efe

Ativista chega de volta à Espanha com marcas no rosto


BARCELONA

O mau momento da relação entre Espanha e Marrocos, país que teve parte do território colonizado pelos espanhóis, não parece perto do final.

Três ativistas das Ilhas Canárias dizem que foram agredidas pela polícia marroquina no final de semana. Elas protestavam a favor dos direitos dos saharauis, habitantes do Saara ocidental, onde há um movimento independentista.

Não há registro de um incidente com grau de violência como o de sábado, que terminou com 11 presos. A Espanha pediu explicações ao governo marroquino.

O conflito ocorreu no rastro de outro: em julho, Marrocos começou a reclamar do tratamento dado pela polícia espanhola na fronteira de Melilla, cidade que é um território da Espanha dentro do continente africano.

No caso de Melilla, o confronto chegou ao ponto de interromper a entrada de alimentos na cidade, e só foi solucionado depois de uma negociação diplomática que envolveu o rei Juan Carlos.

Escrito por Roberto Dias às 10h16

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Alerta vermelho

                                                           Fotos Roberto Dias/Folhapress

Termômetro de rua em Sevilha nesta sexta-feira

SEVILHA

Barcelona registrou no meio da tarde de hoje a temperatura mais alta de sua história: 39,3 graus. Sevilha ficou com clima igual ao de Marrocos, e um jogo de futebol marcado para o domingo teve o horário mudado de 17h para 21h a pedido do governo.  Valência entrou pela primeira vez em alerta vermelho, categoria definida pelas autoridades climáticas como de “risco extremo” para a população.

No alerta vermelho, pede-se às pessoas que tentem ficar em lugares fechados a maior parte do tempo, que peguem leve na comida, que cubram a cabeça ao andar na rua e que mantenham contato com pessoas mais velhas ou doentes que vivam sozinhas.

Além disso, a possibilidade de mais incêndios florestais apavora a polícia, que pede aos motoristas que não atirem cinzas pelas janelas nas estradas na volta das férias.

A forte onda de calor que atingiu a Espanha nesta semana é bastante incomum para o final do mês de agosto.  “Seguramente será dos agostos mais quentes da história”, diz o presidente da agência meteorológica espanhola, Ricardo García Herrera.

Escrito por Roberto Dias às 17h33

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Uma festa estranha

                                                                                      France Presse

A festa da Tomatina nas ruas de Buñol, na manhã desta quarta


BUÑOL (ESPANHA)

O cheiro azedo faz revirar estômagos mais sensíveis. A visão de uma rua inundada de vermelho causa estranheza. Mas é o ardor da primeira pancada de tomate maduro que acaba de completar a sensação de estar na Tomatina, uma das mais importantes das muitíssimas festas inventadas pelos espanhóis.

Cem toneladas de tomate maduro, 40 mil turistas, televisões do mundo inteiro filmando a festa, a gravação de um filme indiano: tudo isso acontece em apenas uma hora de bagunça sem muita regra e com muita sujeira.

A festa ocorre em Buñol, uma cidade de 10 mil habitantes nos arredores de Valência, e repete anualmente uma tradição iniciada nos anos 40.

Num momento em que outra tradição espanhola, a dos touros, está sob fogo cruzado, os organizadores da Tomatina aproveitaram para ressaltar o caráter mais pacífico da festa. Além das bebedeiras, os principais casos atendidos pelo serviço médico são os de pessoas com o olho ardendo pelo tomate. Para evitar isso, muita gente vai à festa com óculos de natação, o que só aumenta a esquisitice da brincadeira.

Escrito por Roberto Dias às 13h28

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